A pintora, ilustradora e pedagoga Vera Ermoláieva nasceu em 1893 na província de Sarátov. Quando pequena, sofreu uma queda de um cavalo que a deixou com as pernas paralisadas. Concluiu o ginásio em São Petersburgo. Em 1914 passou uma temporada na Europa, interessada por artistas como Cézanne, Picasso e Braque.
De volta à Rússia, entre outras atividades, organizou o coletivo Hoje (1918), que produziu livros infantis futuristas e com base na cultura popular russa (lubók). Foi discípula e colaboradora de Malévitch e fez parte do grupo UNOVIS (Consolidadores da nova arte), um laboratório suprematista.
Figura ativa da vanguarda russa, ela trabalhou também nas melhores revistas infantojuvenis soviéticas e ilustrou livros de muitos autores, além dos seus próprios. Em seus trabalhos usou linguagens diferentes, trouxe elementos do fauvismo, cubismo, construtivismo.
Em 1934, acusada de propagar ideias antissoviéticas em arte, acabou presa, com membros do grupo “realismo pictórico-escultural”, seguidores de Malévitch. Morreu fuzilada em 1937 em um campo de prisioneiros. Em 2013, foi criada em Moscou a Fundação Vera Ermoláieva, para iniciativas de artistas contemporâneas.
Lançamento “Os itálicos são meus”
Chega ao Brasil uma das melhores obras produzidas pela emigração russa que traz à tona momentos decisivos da história e da cultura pelo olhar arguto de Nina Berbérova (1901–1993). Um livro que vai interessar não apenas a quem quer conhecer novos aspectos da literatura russa, mas a todos que buscam, através do universo de uma figura profundamente vinculada à vida, compreender um pouco mais de si e da realidade em redor.