Parque Cultural

Em Parque Cultural (1983), Serguei Dovlátov (1941–1990), um dos escritores russos mais icônicos do século XX, nos conduz a um estranho lugar no qual “tudo vive e respira Púchkin”. Nesse parque-museu dedicado a Aleksándr Púchkin, uma espécie de “Pushkinland”, o narrador em primeira pessoa, alter ego do escritor, desconstrói o mito soviético de Púchkin e cria, ao mesmo tempo, “um paralelo entre dois mitos”, o próprio e o do maior poeta russo. A novela, uma das mais notáveis de Dovlátov, toca ainda em questões da estagnação da era Brejnev, nos anos 1970, como o alcoolismo, a censura, o antissemitismo e a emigração. E tudo vem permeado por um humor ferino e inconfundível, numa escrita concisa e poética: ele “era, acima de tudo, um estilista fabuloso. Seus contos se baseiam, principalmente, no ritmo da frase, na cadência do discurso. Eles são escritos como um poema”, como notou seu amigo Joseph Brodsky. Um misto de Gógol e Hemingway, Serguei Dovlátov, cuja literatura fica num limiar curioso entre a realidade e a invenção, cria em Parque Cultural um cenário triste e hilário, grotesco e lírico. Um texto profundamente russo mas repleto de questões gerais, como o amor e a literatura.

 

SAIU NA IMPRENSA

Brasileiros, por Daniel Benevides Fev/17
Jornal Rascunho, por Yuri Al’Hanati Abril/17
Folha de S. Paulo, por Davi Pessoa
Fev/17
Estado de S. Paulo, por Aurora Fornoni Bernardini Fev/17
Gazeta Russa, por Marina Darmaros Jul/16
Gazeta Russa, por Ricardo Lísias Jan/17
Revista Isto é, por Eliane Lobato Jun/17

 

LEIA TRECHOS DO LIVRO NA REVISTA KALINKA

Trecho do livro

AUTOR: Serguei Dovlátov
TÍTULO ORIGINAL: Zapoviednik
TRADUÇÃO: Yulia Mikaelyan
ISBN: 978856109607
LANÇAMENTO: 2016
PÁGINAS: 168
FORMATO: 21 x 14 cm
PREFÁCIO: Yulia Mikaelyan
ACABAMENTO: Brochura

Serguei Dovlátov

“O escritor russo Serguei Dovlátov (1941–1990), filho de um judeu e de uma armênia, nasceu na época da Segunda Guerra Mundial em Ufá (Bachkiria), passou a maior parte de sua vida em Leningrado/Petersburgo e, em 1978, emigrou para os EUA; viveu seus últimos anos em Nova Iorque, onde morreu, antes de completar 50 anos.
Na União Soviética ele pertenceu à chamada contracultura, à cultura dissidente, e praticamente não foi publicado. Nos EUA lançou doze livros, foi o redator-chefe do jornal O novo americano e colaborou na rádio Svoboda. Seus contos eram publicados na revista New Yorker, seus livros foram traduzidos para o inglês, coreano, japonês e outras línguas. Depois de sua morte, tornou-se na Rússia um dos autores mais queridos e publicados da segunda metade do século 20.
Os gêneros principais de Dovlátov são os contos, normalmente reunidos por temática (O compromisso, 1981; A zona, 1982; A mala, 1986), e novelas curtas (A estrangeira, 1986; A filial, 1990). Ele dá continuidade à prosa russa (Púchkin, Tchékhov) e americana (Ernest Hemingway, Sherwood Anderson), tirando de histórias corriqueiras o seu enredo, organizado quase como um poema.
O princípio de Gógol do ‘riso entre lágrimas’ se converte em Dovlátov num ‘sorriso amargo’ diante da vida como ela é, de uma existência imperfeita. […]”

Ígor Sukhikh (Parque Cultural, Kalinka, 2016)

“Ler Dovlátov é algo leve. Ele como que não reivindica atenção, não insiste em suas conclusões ou observações sobre a natureza humana, não as impõe ao leitor. Eu devoro seus livros em três ou quatro horas de leitura ininterrupta: justamente porque é difícil escapar de seu tom despojado. Ao ler seus contos e novelas, invariavelmente nos sentimos gratos pela ausência de pretensão, pelo olhar ponderado sobre as coisas…”
Joseph Brodsky

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