Esconde-esconde & Lembra, não vai esquecer?

Do mesmo autor de “O Diabo Mesquinho”, Esconde-esconde & Lembra, não vai esquecer? traz dois contos que desvelam o olhar singular deste expoente do simbolismo russo. Além de lidar com questões como memória, tempo, loucura e contrastes sociais, os textos selecionados denotam o grande embate filosófico de Fiódor Sologub (1863–1927): a realidade mundana, imersa em sombras, destoa do mundo vivo, espontâneo, lúdico e etéreo, normalmente encarnado nas crianças, que como que transcendem da existência terrena. Como escreveu Andrei Biély, Sologub — com um estilo que reúne contrários, “simplicidade e refinamento”, “frio e fogo”, “delicadeza e aspereza” — “declama a morte com a ternura de uma prece”. Diante do desfazimento da vida, da não existência, ele é capaz de “ouvir o silêncio”.

COLEÇÃO MIR reúne edições bilíngues da poesia e da prosa curta russa. Cada livro acompanha uma leitura do texto feita por um falante da língua russa. Mir, em russo, significa “paz” e “mundo”.

SAIU NA IMPRENSA
TV Cultura – Entrelinhas, por Manuel da Costa Pinto Jul/22
Folha de S. Paulo – Painel das Letras, por Walter Porto Jul/22
Revista Cult Jul/22

AUTOR: Fiódor Sologub
TRADUÇÃO: Moissei Mountian
ÁUDIO: Tatiana Larkina
ISBN: 9786586862195
LANÇAMENTO: 2022
PÁGINAS: 112
FORMATO: 19x14cm
ACABAMENTO: Brochura

Fiódor Sologub

Fiódor Sologub (1963–1927) foi um dos nomes mais representativos do simbolismo russo, que floresceu no início do século XX. Às vésperas das revoluções de 1905 e 1917, o momento simbolista, no qual o apuro na linguagem se fez tão presente em construções sapientemente elaboradas como às da escrita de Sologub, preparou o advento de novos caminhos estéticos na arte russa.
Fiódor Sologub, pseudônimo de Fiódor Kuzmitch Tetiérnikov, nasceu no ano de 1863, em São Petersburgo. Perdeu o pai, um alfaiate, aos quatro anos de idade. Sua mãe, severa e religiosa, depois da morte do marido, tornou-se criada na casa dos Agápov, onde o menino Fedia Tetiérnikov e sua irmã mais nova, Olga, passaram a infância e a juventude. Ao concluir o Instituto Técnico de São Petersburgo, ele trabalhou como professor de matemática e depois como inspetor escolar até o ano de 1907.
A obra de Sologub começou a ser publicada em almanaques na década de 1880, mas foi o ano de 1896 que marcou o início de sua carreira, quando três de seus livros foram publicados: PoemasSombras: Contos e Versos; e o romance Sonhos maus.
A figura estranha e esquiva de Fiódor Sologub tornou-se lendária entre os simbolistas. Muitos escritores e poetas teceram palavras calorosas e exultantes sobre sua obra, como Andrei Biély (1880–1934) e Evguéni Zamiátin (1884–1937), embora invariavelmente descrevessem o autor como um homem de poucas palavras e ausente, sempre com o pincenê, as pernas cruzadas e os olhos entreabertos.
A morte trágica de sua esposa e colaboradora, a ensaísta e escritora Anastácia Nikoláievna Tchebotariévskaia (1876–1921), que se jogou da ponte Tutchkóv ao rio Nevá, marcou os últimos anos do escritor. Sologub continuou a produzir até o ano de 1923 (o ano de sua última publicação).
Teve uma vasta carreira literária. Escreveu romances — como Sonhos mausA lenda criada e sua mais afamada obra em prosa, O Diabo Mesquinho, também adaptado ao teatro –, inúmeros poemas, ensaios, contos, contos maravilhosos e peças de teatro. Suas Obras reunidas publicadas em Petersburgo pela Editora Sirin (1913–1914) constituem vinte volumes, que foram ainda complementados com seus escritos posteriores.

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